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30 junho 2009

açucar.. açucar..

açucar
tu para mim não és mais do que açucar
e eu queria tanto estar contigo
podia até ser por baixo de ti

eu já notei
nenhum de nós é aquilo que diz
e o que temos em comum é que eu
pretendo tanto quanto tu ser ainda
mais feliz

mãos no chão
boca aqui
pés na mão
e eu em ti
e tu em ti
filma assim
filma tu
eu nu

15 setembro 2008

fechado para obras

estive há dez minutos atrás da varanda do meu quinto andar a observar a cúpula invisível entre o céu e o enorme lego de betão
e a sentir-me um inquilino passageiro desta pensão de uma estrela
perdida na imensa cidade negra a que damos o nome de universo.

curiosamente parece que é o único sítio que temos para passar a longa noite que nos espera.
e é aí que eu saio para apanhar a frequência.
como que a comer um ponto e a cagar um verso no meu prisma, a encaixar, provavelmente, no de outros, feito um filósofo de merda.

mas a vida é isso mesmo, um monte de gente a fazer de conta que se entende e ninguém sabe dizer o que viveu.
e por isso nos pedem que caminhemos alegres para o precipício, sem questionar, porque estaremos sempre longe.
mas longe rapidamente fica perto, e perto rapidamente passa por nós.

eu não quero mandar-te para baixo, mas eu sei que me entendes,
tu também tens medo de morrer, toda a gente tem.
só que normalmente evocamos nomes de problemas
para nos convencermos que estamos ocupados a resolver uma situação
importante quando não tem importância nenhuma.

entretanto o tapete rola e nós irritamo-nos com a inevitabilidade,
e nos nossos sonhos dizemos:
-torna-me imortal! torna-me imortal!


eu não vou aguentar deixar de existir!
mas quero dizer-te que a viagem é tua, e eu não quero empurrar-te à força para a rua.
se eu falhar eu vou passar de deus a carrasco,

embalsamado e metido dentro de um frasco, para te lembrares da mentira,
mas a verdade é que ganhamos sempre.

12 setembro 2008

"as nossas ideias são as nossas mãos presas nos anéis da razão e do frio
são piadas do Homem, não nos fazem rir nem demolir o lado mais sério.."

Manel Cruz -- (Foge Foge Bandido)

é sexta feira (finalmente!!).
a semana até que passou consideravelmente depressa, entre um e outro tropeção, e com momentos agradáveis.
o factor "levantar cedo todas as manhãs" é um comboio que descarrila em grande com o aproximar do fim de semana.. hoje foi um desses dias.. ainda estou em zombie mode mas a banda sonora ajuda a alimentar o espirito enquanto não desperto de vez.
tenho andado a cogitar umas ideias para um post que me surge sempre em pensamento mas nas piores alturas.. e acabo por nunca ter o tal do tempo para o escrever.
fica para depois, entretanto fica guardado numa das gavetas do meu pensamento.
vou continuar a ouvir o meu Manel.. :$

have yourself a merry little friday!! =D

09 agosto 2008

aquela sensação..

vem agora pára de fazer sentido...
tu és tu sempre que tu és, és mesmo tu quando pensas que és outra coisa...

e tu pensas que não.

mas tu és mesmo bom a ser sempre quem és.
daí o teu motivo ser inapagável, daí o teu desejo ser incontornável...
o prazer é tão maleável, daí o seu valor ser inestimável.

hoje eu nem dormi a tentar entender entre o que eu sinto e o que eu te digo.
o que é feito de nós, e o que vai ser.

12 julho 2008

o regresso do Capitão Romance


Foge Foge Bandido - Nunca Parto Inteiramente

é depois de ouvir este senhor que me questiono se é verdade aquela velha história de que soa mal cantar em português.
nada me soa melhor que ouvir o Manel Cruz. faz-me ter saudades dos Ornatos, recordar, e agora ter vontade de explorar estas novas letras.
simplesmente brilhante.

"diz-me o porquê dessa canção tão triste
me fazer sentir tão bem
de certo alguma coisa mais te disse a mesma voz
que tu não dizes a ninguém.."