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20 novembro 2011

apontamento























e foi dessa forma desajeitada que me despenteaste a franja, me lambuzaste os lábios e me puseste o coração a bater mais alto que a trovoada.
espero beijar-te mais vezes.

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muitas.. muitas vezes..

15 outubro 2011

a good man

dou por mim a pensar que partiste à tão pouco tempo.. que ainda não deu tempo para sarar a falta que me fazes.
onde quer que estejas.. eu só espero que estejas bem. que onde te encontres não estejas sozinho, que tenhas encontrado aqueles que partiram primeiro que tu e que estejam agora juntos a rir e a recordar o que foi.. e o que agora é.
quero ter em ti a imagem de alguém que sempre soube mais do que lhe ensinaram, alguém que soube pôr vida em cada ano que viveu.
desde que partiste nada mais foi igual. nem o será. e que sinto a tua falta.. que em momentos ainda penso que te vou ver e por instantes penso: "amanhã? amanhã vou ver o meu avô e depois disso sim, acho que podemos combinar algo.." e que logo em seguida penso que as nossas conversas fazem parte de um tempo que infelizmente não volta.
a palavra certa para te recordar é saudade. a palavra certa para te definir é um grande homem a quem a vida nem sempre correu de feição, mas que conseguiu fazer tanto para alguém que nasceu em tempos tão dificeis e ingratos para poderes ser tudo aquilo que tinhas em ti.
amo-te com a mesma intensidade com que te guardo para sempre na minha memória e no meu coração.
um até sempre meu amigo. guarda-me uma cadeira perto de ti. quando chegar quero que dês um passeio de mão dada comigo, como quando fazias quando eu era pequena.

07 outubro 2011

"a bird might love a fish, but where would they live?"

eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade.
pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais. choro lágrimas de rir e quando choro a valer gostava de não derramar uma lágrima.

amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz. busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. quando me entrego, atiro-me e quando recuo não volto mais. mas não me leves a sério, eu sei que nada é definitivo.. nem eu sou o que penso que eu sou. nem nós o que pensamos que temos.

as noites nutrem-me na insónia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. não vou à missa. nem faço simpatias. mas, rezo para algum anjo de plantão e mascaro a minha fé no deus do optimismo.

quando é impossível, desfruto. quando é permitido, duvido.
bebo porque me farto de me aceitar sóbria, fumo para enganar a ansiedade e não aposto em jogos de cartas marcadas. por muito que duvidem, eu penso mais do que falo. e falo muito, mas nem sempre o que queres saber. eu sei.

gosto de ter a cara lavada, pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisolas velhas e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.
mas há uma mulher em algum lugar em mim que gosta de usar perfumes, e ganha um novo brilho no olhar, quando se inspira em sedução.
se notares qualquer tipo de constrangimento, não repares, eu não tenho pudores mas, por vezes, sofro de timidez. e nota bem: não sou agressiva, mas defensiva. impaciente onde vês ousadia. e falta de coragem onde pensas que é sensatez.

mas mesmo assim aparece sempre um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. estranhos desertos..

09 julho 2011

11 am



everything shall pass.

21 abril 2011

bob is watching

que puta de noite. dores por todo o lado..
que noite tão puta!

25 janeiro 2011

I’m gonna love you like I’ve never been hurt before.
mais não seja prometemos isto a nós mesmos. porque assim o queremos. ilusão ou não.. eu prometi.

o problema de ter uma vida é que nos podemos entristecer nos momentos mais improváveis. e acabamos por não dormir sozinhos. a tristeza entra no mais fundo de nós, deita-se connosco, puxa-nos os lençóis.. adormece e acorda connosco no dia seguinte.

não sei o que pensar. não sei o que sentir. não sei o que fazer.
é suposto eu fazer algo.

13 janeiro 2011

09 dezembro 2010

a sentir com palavras alheias

"não.
não te tenho para amar. quero-te para me vigiares o sono.. e sorrires.
apenas preciso de alguém que me sorria e reponha o mesmo disco sempre a tocar.
e escute comigo o vento nas janelas."

"a tua imagem permanecerá junto a mim.. e a doçura do teu nome insinuar-se-à gota a gota.
junto ao meu coração."


Al Berto - «Apresentação da noite» (excertos)

03 dezembro 2010

é tudo tão bunitu que me dá uma azia tão grande..
vou ficando aqui a apreciar a piada.. é que é tão jira. tão jira.


«por favor: ponha aqui o seu ponto final nesta merda.»

17 outubro 2010

pantufar

sei lá eu.
é um domingo pantufa com melodia de tosse de cão.
não estou habituada a olhar para as paredes da minha casa mais do que o tempo necessário.. e estar aqui trancafiada está a dar comigo em louca.
este é só o segundo dia.. podia ser pior.
o pior é conciliar a moleza do meu corpo com as tempestades do meu cerebro..
dificil!


29 julho 2010

don't know

a minha Mente: caótica
o meu Coração: bate por instinto.
o que escrevo: o que penso.
o que espero: que não me julguem.
o que não espero: que me entendam.


The Black Keys

Dan Auerbach (gtr/vox) and Patrick Carney (drums)

28 julho 2010

sentaram-se os dois à esquina

e conversaram os caminhos para se manterem unidos. e lúcidos. e calmos.
eu sei que foste tu que me foste buscar quando eu estava fora de pé.. e tudo aqui dentro andava às voltas..
nadar para fora de pé dá-me um medo que não te sei explicar porque no fundo eu pensava que não tinha medo. mas tenho.
e depois disso tudo, de todo o esforço em falar.. de todo o esforço para ouvir, a realidade prevaleceu.
obrigada pelo diálogo.. mesmo quando é tão dificil começar.

porque eu não quero saltar.. a sério que não.

13 julho 2010

bolachinha
























há bolachas e bolachas..
e esta é a única bolacha do meu coração.

cookie, minha gôda!!!

09 julho 2010

farrapos de algodão


















há as nuvens que se formam no céu..
e há as nuvens que eu queria sentir agora a tocar o meu céu da boca.

29 junho 2010

cronaldo


"cronaldo" o puto prodigio.. o puto maravilha



eu sei que o futebol nada mais é do que um jogo.
e um negócio que arrasta milhões..
quando vi este lançamento-de-verdinha-à câmara pensei:
"havia de ser tua irmã para te mandar umas valente bolachadas nesse focinho.. christie christie, tu faz-te um homenzinho, olha que ser homem não é só andar por aí a mandar uma(s).. putas e vinho verde."

ora um dois três, diga lá outra vez..

23 junho 2010

mente febril

não tenho qualquer vocação para freira.. mas até aí nada de novo.. eu já o sabia. nem tão pouco para eremita.. apesar de por vezes apreciar aqueles momentos passados apenas no silêncio da minha pessoa, mas.. eu preciso de estar com mais alguém que não eu. preciso de ter essa certeza.. preciso de ter aquela certeza de que em eu querendo o meu silêncio pode ser substituido pelo riso, pela companhia e pela voz de outra pessoa.. de outras pessoas. mesmo que seja para dizer parvoíces.. eu preciso desse fluir, dessa "transmissão de energias".. funciona para mim como uma transfusão de sangue, se quiserem entender assim o poder da coisa.

hoje é dia 23, quarta feira e não ponho o nariz fora de casa desde domingo de madrugada, quando assim que cheguei a casa a primeira coisa que fiz foi enfiar o pijama para dormir e acordar no dia seguinte como se o chuck norris tivesse passado à noite pelo meu quarto para.. showin' some love..
bom, traduzindo isto para linguagem de gente normal: doía-me o corpo à brava, tinha a elasticidade muscular de uma múmia e no ínicio da tarde os 7-0 de portugal contra a coreia fizeram-me subir a temperatura aos 38º mas assim, sem espinhas!


já estive tanto tempo deitada e tapada até ás orelhas que a cama para mim perdeu o seu encanto de sitio prazeiroso, em todas as suas vertentes..
consegui até esquecer a infeliz coicidência de que no dia em que adoeci foi exactamente o dia em que entrámos no verão, tal era o frio que sentia.. e o dia mais longo do ano foi passado de uma forma bem triste, mas enfim.. posso sempre tentar levar as coisas para outro lado do racíocinio e pensar que tive um micro clima só para mim. humm.. ok.

até agora os dias têm sido iguais, entre o estar febril e com frio, as dores nas costas.. pop the magic pill a.ka. ben-u-ron, 6 horas de algum descanso em que consigo comer alguma coisa.. beber constantemente àgua, sumos, cházinhos.. ah!.. e as sopas..
"bebe líquidos por causa da febre.." -- palavras da minha mãe que me fazem sentir que apesar de estar perto dos meus 30 continuo a precisar do mesmo acompanhamento nestas alturas como quando era miúda e ao mínimo sinal de febre ela me vinha meter a mão na testa, franzia a sobrancelha direita e depois de alguns segundos de suspense olhava para mim e alvitrava um: "humm.. isto parece-me que já vai pelo menos nos 38º..", rapidamente comprovados pelo velhinho termómetro de mercúrio.
não falhava. impressionante! por certo deve ser um dos poderes especias que as mulheres ganham quando são mães.. a exactidão na análise.
desta vez a abordagem não incluiu mão na testa nem termómetro de mercúrio, mas sim um breve "vou buscar o termómetro ao quarto do teu avô pra vermos isso.."; e assim foi: 38º.

isto da "clausura imposta" um dia ainda se atura, mas ao fim de 3 dias completos já começa a ser o suficiente para me deixar com a sensação de que estou a enlouquecer aos poucos.
ainda hoje de tarde dei por mim a falar sozinha na casa de banho enquanto lavava as mãos.. levantei a cabeça e dou-me conta do que acontecera naquele espaço de tempo quando vejo a minha cara a fixar-me do outro lado do espelho.. pálida e olheirenta.
decidi esquecer o incidente e arrastei-me de novo para o quarto.
não sei ao certo que dissertação interessante ocorreu ali entre aquelas paredes, mas.. como se não bastasse esse pormenor para começar a atestar a minha possível loucura, dou comigo minutos depois a cantarolar o refrão da nova música da lady gaga enquanto observo os curiosos trajes de um grupo de pseudo-soldados-gay que aparecem no dito vídeo com uns corpetes pretos e meias de rede.. "allez alejandro.. allez alejandro" enfim.. a sofya estava a apanhar o último comboio pra lalaland.
é que uma coisa é estar a falar sozinha porque não se tem ninguém para tagarelar as parvoíces que me passam pela cabecinha.. uma outra bem distinta é estar a perder o meu gostinho musical (que é coisa que muito prezo!)

mas bom, tudo tem sempre dois lados, um mau e um bom.. e até agora só mencionei o que faz parte do piorzinho, e não me querendo vitimizar, vou dar a volta ao texto.. e vai ser agora.
pois bem, eu sei que isto não é nada comparado com milhentas tragédias e situações bem fodidas (sim, eu digo asneiras e pelos vistos também as escrevo) que muitas pessoas passam e estão a enfrentar neste momento.. e neste.. e.. exacto, nete.
mas eu só posso falar abertamente do que eu sinto e do experiencio, e é por isso em jeito de conclusão antecipada, que aqui deixo este texto.
não tem nada de brilhante ou extraordinario, sei que já escrevi textos bem melhores que este, mais "arrumadinhos" em termos de prosa e construção gramatical, mas bem.. acho que pus os acentos todos no sítio, aventurei-me a escrever um foda-se só porque sim e porque se pudesse era o que ia ali gritar da varanda do meu 1º andar, mas..
acima de tudo este (texto) tem a crueza de ser mais honesto por não ter sido pensado previamente e aí sim, contém essa verdade.
escrever sem rede é assim.

este texto escrevi-o para mim, para desabafar.. para me ouvir.. para falar comigo.. para me entreter uns minutos.. para manter a sanidade.
e postá-lo aqui foi um acto de puro egoísmo. claramente.
isto porque.. é para mim que escrevo sempre, e tenho de dizer a quem me ou já leu e não voltou mais aqui que.. não me interessa. não me interessa mesmo.
não me rala não ter feedback bloguista.. isto porque quando comecei nestas lides e abri aqui o estaminé, ninguém -- mas ninguém mesmo -- foi informado da sua existência nem convidado para aparecer na suposta inauguração da casa para dois dedos de conversa fiada e uns copos de champagne aqui por conta da sofya.
and that's it.

eu sei que tenho esta forma meio torta e trocista de escrever, o que talvez deixe aberta uma janela bem grande de oportunidade para que quem casualmente me leia construa uma imagem possivelmente errada a meu respeito..
não querendo destruir essa preconcepção que cada um de vós -- sim, agora dirijo-me a vocês, vasto auditório que me lê sem pestanejar, agarrados a cada palavra minha.. ops.. pestanejaram, apanhei-vos, sacanas! muahahahahah -- ora bem, voltando a falar a sério, essa concepção que cada um de vocês poderá ter aqui da sofya.. pois deixem-me dizer-vos um segredo que fica aqui só para nós que ninguém nos ouve (ou lê): a sofya é um bocado avariada.
não é ser geek ou nerd porque no fundo nem esses termos podem ser correctamente aplicados neste caso.. será mais.. weird.
e apesar de poder haver por aí pessoal que possa advogar o contrário e dizer: "quem a sofya?.. é uma gaja fixe, essa sofya! um bocado marada, mas ainda assim uma porreira!" -- a verdade é que em muitos casos eu não me acho uma boa companhia para mim mesma, e sou gajinha para nem para mim ter paciência.
daí que este convívio forçado comigo mesma nos últimos dias ter sido coisinha nada fácil de aguentar. mas hoje, ao final do 3º dia, parece-me que nesse campo estou melhor e a reagir com mais calma e a dialogar mais pacificamente comigo mesma do que ao ínicio.
no ínicio há a fase da negação, o amuo parvo, o responder por vezes torto, o soprar pro canto, a choraminguice e a impaciência.. que acabou por dar lugar a um pouco de aceitação e tolerância perante o que temos simplesmente de aceitar e pronto.. sofya age como a adulta que é e como a adulta que quer ser tratada. logo não faço mais do que a minha obrigação ao agir como tal.

só para esclarecer um ponto, este texto está a ser escrito numa folha a4 branca sob o efeito de aumento de temperatura, boca seca e uma constante sensação de arrepios.. por isso, deem-me um desconto.
ou melhor, não. não deem.
porque tudo o que estou a escrever é exactamente o que estou a querer dizer.. e seria uma idiotice não assumir isso.

e bom, já me dói a mão e vão sendo horas de ver o dr.house a maltratar mais uns quantos coitados que lhe caem no colo, fazer tempo e ir pensando em ir para a cama. blarghhhh!
entretanto já não sei se me perdi no racíocinio e se nos entretantos não vos perdi também na saturação que é entrar nesta minha mente.
se calhar devia-vos ter avisado pro que vinham, ter dado um vomidrine a cada um e avisado que por aqui as viagens são sempre conturbadas. mas sinceras.

e é com essa sinceridade e com a febre que me invade que me despeço, a todos um grande bem- haja pela companhia (caso ainda aí estejam).. caso contrário tal como disse, não foi a 1ª vez que estive a falar sozinha.. e algo me diz que muito certamente não será a última.

18 junho 2010

are you gonna go my way?..

quando te olho.. eu sei do abismo que se estende desde o teu corpo ao meu.
e no entanto não meço o risco do que se possa acontecer se me atirar no vazio.
fico na esperança que me indiques um caminho que possamos seguir em segurança no meio do labirinto em que ás vezes nos encontramos.
mesmo sabendo que talvez se mo apontares, eu talvez não o vá seguir..
tu conheces-me..
sabes que muitas vezes te quero abraçar e acabo por virar as costas para não veres estampado na minha cara o quanto te quero.
porquê?
porque a maior fraqueza é fugir do que se ama..
a maior fraqueza é tentar esconder os sentimentos..
e talvez nesse sentido eu seja fraca.


*

texto escrito numa madrugada qualquer semana passada.