09 novembro 2008

how?


Air - How does it make you feel?

se eu te disser que estava melhor antes do que agora.. estaria a mentir.
mas não vou negar que partes de mim se foram perdendo no meio desse processo.

into the sea


RADIOHEAD - Bullet Proof (I wish I was)

É pena quase não poderes ficar
És quente quando a luz te traz
Ficas dentro de mim
Por dentro de mim
Estás dentro de mim.

És sítio onde as mãos se dão
Dorme aqui, dentro de mim
É pena quase não poderes ficar
No sítio onde as mãos se dão
Vamos embora daqui para dentro de mim.

08 novembro 2008

falta-me o ar.

o ar.

And all the birds shall sing at dawn
Blessed and wet with joy
You and i will meet one day
Under the night sky lit by soft black stars

*
I love your eyes, my dear
Their splendid, sparkling fire
When suddenly you raise them so
To cast a swift embracing glance

06 novembro 2008

your face in my hands is everything good I need

regresso a casa. trago comigo o teu cheiro nas minhas mãos.. e uma curta metragem do que vivemos.
se agora te ligasse e to dissesse sei bem o que dirias. acho que a tua gargalhada de surpresa e censura já me soa na cabeça como um "não sejas louco.. não digas essas coisas" -- esta parte dirias quando a minha vontade começasse a estravazar a minha mente e o desejo falasse consequentemente mais alto que o teu pudor.
já me perdi muitas vezes em palavras, já me sufoquei em muitos novelos delas e já me vi emaranhado em linhas de pensamento que nunca te revelei. não sei se algum dia surgirão oportunidades para que tas diga.
por isso desculpo-me com um não sou bom com as palavras e agarro-me ao teu corpo como um naufrago em busca de salvação.. e afogo a minha boca na tua.. não sei se á procura das tais palavras que me faltam ou se para melhor escutar as tuas. ou para calar o teu gemido.
depois do turbilhão fica sempre um vazio.. um sopro de vida.. a alma nua.. a sensação que se está vivo.
agora tenho comigo o teu cheiro.
como te posso imaginar que estejas longe? é como se não te tivesse deixado ainda há instantes. regressarei onde já fui feliz.
para me alimentar das memórias que vivem presas a mim como asas que uso sempre que quero aproximar-me de ti.. mesmo quando não te apercebes dessa minha intenção.

já está tudo dito.
*

05 novembro 2008

citações

"Há muitas coisas que percebo que não sou, mas dizer exactamente o que sou não consigo. Tento, dia a dia, ganhar o título de ser uma pessoa. E já não é pouco." - tema identidade

"Penso que o amor é muito difícil. Existem muitos obstáculos a que possa ser o absoluto que é. A palavra amor é uma palavra muito gasta, muito usada, e muitas vezes mal usada, e eu quando falo de amor faço-o no sentido absoluto. No amor é preciso que duas pessoas sejam uma e isso não é fácil de encontrar. E, uma vez encontrado, não é fácil de fazer permanecer." - tema amor

"O medo é muitas vezes o muro que impede as pessoas de fazerem uma série de coisas (...) O pior medo é o medo de nós próprios e a pior opressão é a auto-opressão.

Antes de se tentar lutar contra qualquer outra coisa, penso que é importante lutarmos contra ela e conquistarmos a liberdade de não termos medo de nós próprios" - tema medo

-- é por estas e por outras que o José Luís Peixoto é um dos meus escritores favoritos.

04 novembro 2008

automatismos

Losing the star without a sky, losing the reasons why...
You're losing the calling that you've been faking.
And i'm not kidding.

It's damned if you don't
and it's damned if you do.




e o meu vício por chocolate aumenta de dia para dia. sooner or later.. =\

03 novembro 2008

cair do céu


Maria João e Mário Laginha - Beatriz (Edu Lobo/Chico Buarque)

Olha...
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz

Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
...

e se eu pudesse entrar na sua vida...

02 novembro 2008

pillow fight @ lx

ontem foi sábado.. um sábado de um outono que se está a tornar mais frio de dia para dia.
e foi um dia de alegria espontânea pelo menos durante quase uma hora em que se pôde ser criança e fazer coisas inusitadas por momentos.. era só alinhar na brincadeira ou juntar-se ao grupo para observar.
uma batalha de almofadas junto à fonte luminosa da alameda.
foi bom sentir a boa vibração.. foi bom rir.
ainda tirei umas fotos com o meu telemovel, mas não estão com qualidade de serem postadas.
por isso recorro a uma ajuda preciosa (muito obrigada senhor Morna pela foto que me dispensou!)
:)

quem quiser ver o que se passou, pois que veja mais aqui!

-- julgo que próximas missões já devem estar a ser planeadas, por isso quem gostar destas iniciativas que esteja atento ao ImprovLisboa.blogspot.com

#17 doença.crónica

saímos ao mesmo tempo.. tu percebeste que eu precisava de apanhar ar.. eu caminhava tontamente á tua frente e em todo o caminho tentava esconder-te a minha cara.. tu seguraste-me e no meu pensamento surgiu qualquer coisa como um "obrigado por estares aqui" mas não to disse.
acho que sorrimos.. e eu fui-me embora.. disse-te que ia esperar por ti.
adormeci contigo no pensamento.
sabes aquele sentimento de descontrolo que se procura.. que acontece.. que se sente na alma de quando em quando?
contigo eu sinto-o.
o encaixe. as palavras.. os silêncios.. as discussões.. os risos.. a descontracção.. o à vontade.. as parvoíces.. o querer-te bem.. o sentir a tua falta.. das tuas palavras.. da tua voz.. do teu cheiro.. do teu sabor.. de tudo o que é teu e reconheço.
nem sei como é tão fácil deixar alguém entrar assim na nossa vida, em nós.. e revirar tudo do avesso. é tão perigoso como inevitável.
dizer que se gosta de alguém mas senti-lo realmente em cada parcela do nosso ser, deixarmo-nos tão ou mais nús do que alguma vez estivemos.
fechaste os teus olhos, tinhas um leve sorriso na cara.. e eu abri os meus para te olhar e gravar como numa fotografia a tua expressão.
deixei-me cair em ti e disse amo-te mesmo que sem dizer nada.
acho que tu escutaste.
não me peças para explicar o que sinto por ti.
sente-me, sente por ti mesmo e saberás sempre a resposta.

01 novembro 2008

on and on


David Fonseca - Haunted Home (live)

eu adoro o David Fonseca.
desde que quase à 10 anos surgiram os Silence 4 e me vi a comprar os cds e a cantar as letras todas e a achar "isto é qualquer coisa".
sim. ele é um homem extremamente bonito, mas isso qualquer pessoa com falta de vistinha chegaria a essa brilhante conclusão, por isso foquemo-nos no que é realmente importante: que este senhor tem voz, tem letras brutais e tudo reunido faz com que resultem em músicas que cativam, alegram, fazem dançar, reflectir, simplesmente rever filmes dentro da nossa cabeça.. transportar para cenários que tomamos como sendo nossos.
e a música é isso mesmo.. um vínculo de emoções e espero emocionar-me próxima segunda.
faltam 9 dias!!!! espero eu bem que sim!! =)

David Fonseca no Casino.. (sim é isso mesmo Arya!!)

let's dance like we were sixteen!!! ;)