espaço para devaneios, disparates, desvarios, desejos, insanidades momentaneas, estados de espirito, rascunhos, meras palavras que formam o esboço de qualquer coisa a que um dia decidi chamar blog.
23 janeiro 2011
diz-me..
ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
e o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
por favor diz-me quem és tu, de novo?
quando o teu cheiro me leva às esquinas do vislumbre
e toda a verdade em ti é coisa incerta e tão vasta
quem sou eu para negar que a tua presença me arrasta?
quem és tu, na imensidão do deslumbre?
as redes são passageiras, as arquitecturas da fuga
de toda a água que corre, de todo o vento que passa
quando uma teia se rasga ergo à lua a minha taça
e vejo nascer no espelho mais uma ruga
quando o tecto se escancara e se confunde com a lua
a apontar-me o caminho melhor do que qualquer estrela
ninguém me faz duvidar que foste sempre a mais bela
por favor, diz-me que és alguém, de novo.
quando a janela se fecha e se transforma num ovo
ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
e o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
por favor diz-me quem és tu, de novo?
http://www.youtube.com/watch?v=0GNMYi0kNtM
quando ficámos plantados um em frente ao outro e os nossos olhares se cruzaram naquela ultima despedida, baixaste-te para dizermos adeus.
o teu cabelo passou-me ao de leve pela cara e senti que tremias. foram só uns segundos.
não fiz qualquer reparo.. porque também eu tremia quando te senti tão perto.
mas nunca o saberás.
20 dezembro 2010
04 julho 2010
o final mente
digam o que disserem deste homem, ele é acima de tudo um génio.
um dos poucos músicos com M grande no panorama que é isto da música portuguesa.
só quem escreve e interpreta uma música desta maneira sabe "sentir" e passar esse sentir.
brutalíssimo.
para quem duvida, aqui fica a prova:
antes de teres aberto o bar
antes de teres mirado o rio
eu era alguém
ás costas de outro alguém
trouxeste mais contradições
trouxeste mais opiniões
e agora sou mais outro zé ninguém
quando eu já estava a sossegar
quando eu já estava a adormecer
vi-te dançar e a minha paz morreu
odeio a luz do teu olhar
quando não brilha só pra mim
pensei que fosses um brinquedo meu
finalmente só
finalmente a sós
20 outubro 2009
no bairro do amor
No bairro do amor a vida é um carrosselOnde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Por gente que sofreu por não ter ninguém
O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há prisões nem hospitais
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu me compreendes bem
Jorge Palma