espaço para devaneios, disparates, desvarios, desejos, insanidades momentaneas, estados de espirito, rascunhos, meras palavras que formam o esboço de qualquer coisa a que um dia decidi chamar blog.
20 agosto 2008
a simple love song
Bjork - Pagan Poetry
the physical pleasure of sex is not only physical but mental.
17 agosto 2008
good night
fecha os olhos. permite-te adormecer naquilo que não aconteceu..
permite-te encontrar nas recordações o conforto de uma noite que chegou e vais abraçar.
Billie Holliday - I'll be seeing you
16 agosto 2008
5h00
sim, já houve um dia em que pensei para comigo: "não, isto não volta a acontecer".
The Cardigans - For what it's worth
porque o isto fora demasiado intenso, demasiado forte, trouxera demasiadas coisas boas, coisas más, complicadas, levara-me à exaustão e ao terminar levara boa parte de mim.
na solidão do depois julguei que tinha ficado incompleta.. cansada dessa coisa maravilhosa que dizem ser o amor, incapaz de voltar a dar nome a um sentimento daqueles ou pior ainda, incapaz de o aceitar em mim.
um dia, sem aviso, tudo mudou.
quando dei por mim já estava demasiado envolvida para recuar, ou mesmo negar que era isso mesmo o que sentia, ou conseguir viver sem pelo menos o encontrar e confessar-lhe o que sentia.
o resto.. não sei.. achava simplesmente que tinha de o dizer. não queria guardar aquelas palavras para mim, tinha de mostrar que aquela pessoa fora importante para mim, que não tinha sido uma simples colisão acidental, que deixara marca sim.. que nunca tinha deixado de pensar nela.. que não fora em vão as conversas, os risos, as parvoices, as brincadeiras..
e que gostava de a voltar a ver.
que ela tinha sido a imagem palpavel dessa palavra que se sente tantas vezes: saudades.
teriamos um desenrolar de inumeros cenários possiveis.. mas eu apenas queria dizer: tu és especial para mim.. e num universo de tantas pessoas tão semelhantes, tu és diferente, és tão "normal".. e não te sei explicar o porquê de não ter conseguido deixar de pensar em ti.
as respostas talvez não estejam em nós.. talvez estejam no espaço em que nós os dois encontramos uma união.. ou então simplesmente talvez não existam respostas.
és hoje muito mais do que alguma vez me dei crédito a mim mesma deixar alguém ser.
The Cardigans - For what it's worth
15 agosto 2008
the mirror conspiracy
mas afinal quem é este que me olha do outro lado do espelho? -- questiona-se ele enquanto sorri e esboça umas caretas e observa de forma curiosa o reflexo de tais gestos.
é curioso isto dos espelhos.. no fundo reflectem apenas aquilo que o nosso olhar estiver disposto a "ver".
solto um suspiro e em tom de desabafo digo.. "aos poucos torno-me um estorvo para mim mesmo".
mas já é tarde, por isso deixo cair a cabeça na almofada e guardo para amanhã o alento que hoje me falta.
é curioso isto dos espelhos.. no fundo reflectem apenas aquilo que o nosso olhar estiver disposto a "ver".
solto um suspiro e em tom de desabafo digo.. "aos poucos torno-me um estorvo para mim mesmo".
mas já é tarde, por isso deixo cair a cabeça na almofada e guardo para amanhã o alento que hoje me falta.
11 agosto 2008
last night
ontem à noite consegui ouvir-me pensar.. consegui estabelecer diálogos comigo mesma, fazendo as perguntas mais variadas e encontrando em mim as respostas exactas para tudo o que me perguntava.
estava tão entretida que nem sei ao certo quanto tempo demorou este processo, sei que fui interrompida pelas tuas mãos meigas que me puxavam da cama, que me faziam festas na cara..
de repente deixei de ouvir os meus pensamentos.
as palavras voavam em circulo por cima das nossas cabeças, quando o unico som que se ouvia era o ruido imperceptivel das nossas respirações e do nosso abraço.
tocaste-me no cabelo enquanto passaste a tua cara na minha, fazendo deslizar a tua barba lisa pela minha bochecha esquerda, mesmo quando eu já estava encolhida debaixo dos lençois quase a adormecer.
adoro-te, gosto muito de ti, fascinas-me, és-me tão especial.. o que seria de mim sem ti?
adoro a maneira como cuidas de mim..
apeteceu-me dizer-te naquele instante, mas apenas abri os olhos e olhei para ti através do cabelo que me caía para a cara e aninhei-me debaixo do teu braço.
não abriste a boca.. terás percebido exactamente o que te quis dizer?
senti-me a adormecer.. e adormeci com a tua imagem no pensamento.
estava tão entretida que nem sei ao certo quanto tempo demorou este processo, sei que fui interrompida pelas tuas mãos meigas que me puxavam da cama, que me faziam festas na cara..
de repente deixei de ouvir os meus pensamentos.
as palavras voavam em circulo por cima das nossas cabeças, quando o unico som que se ouvia era o ruido imperceptivel das nossas respirações e do nosso abraço.
tocaste-me no cabelo enquanto passaste a tua cara na minha, fazendo deslizar a tua barba lisa pela minha bochecha esquerda, mesmo quando eu já estava encolhida debaixo dos lençois quase a adormecer.

adoro-te, gosto muito de ti, fascinas-me, és-me tão especial.. o que seria de mim sem ti?
adoro a maneira como cuidas de mim..
apeteceu-me dizer-te naquele instante, mas apenas abri os olhos e olhei para ti através do cabelo que me caía para a cara e aninhei-me debaixo do teu braço.
não abriste a boca.. terás percebido exactamente o que te quis dizer?
senti-me a adormecer.. e adormeci com a tua imagem no pensamento.
10 agosto 2008
escrita criativa 5
ensinaram-me a não mentir..
e como eu me orgulhava dessa minha conduta.
mas agora não consigo partilhar nada do que sinto, sinto-me dormente, e tu acusas-me.
mas são as minhas mentiras que te têm mantido por perto.
porque eu não sou perfeito, sou meramente uma fraude.
e tu continuas a esperar de mim mais do que posso encenar.. e isso desgasta-me.
dizes-me: "sê tu mesmo", já estás cansada das minhas defesas, das minhas razões estupidas que te enganam e iludem os teus sentidos.
mas se o faço é para te proteger de todo este meu inferno.
porque o que me pedes é mais do que eu te posso dar, e isso está a esgotar-me.
repito para mim mesmo: "pára de mentir, pára de fingir..", nada disto é nada se persistir no que estou a fazer.. apenas uma perda de tempo.
mas vou-te emprenhando com estas minhas mentiras, sabendo que em breve ouvirei os teus gritos.. aí gritarás tudo aquilo que tenho tentado esconder de ti com o uso das minhas ilusões.
mas para que queres a verdade se ela é capaz de te trazer tanta inútil e incomensurável dor?
mas se ma pedires eu dou-ta.
mas se me pedires mais do que eu posso ser, simplesmente não conseguirei.
[texto escrito como resposta ao teu desafio]
e como eu me orgulhava dessa minha conduta.
mas agora não consigo partilhar nada do que sinto, sinto-me dormente, e tu acusas-me.
mas são as minhas mentiras que te têm mantido por perto.
porque eu não sou perfeito, sou meramente uma fraude.
e tu continuas a esperar de mim mais do que posso encenar.. e isso desgasta-me.
dizes-me: "sê tu mesmo", já estás cansada das minhas defesas, das minhas razões estupidas que te enganam e iludem os teus sentidos.
mas se o faço é para te proteger de todo este meu inferno.
porque o que me pedes é mais do que eu te posso dar, e isso está a esgotar-me.
repito para mim mesmo: "pára de mentir, pára de fingir..", nada disto é nada se persistir no que estou a fazer.. apenas uma perda de tempo.
mas vou-te emprenhando com estas minhas mentiras, sabendo que em breve ouvirei os teus gritos.. aí gritarás tudo aquilo que tenho tentado esconder de ti com o uso das minhas ilusões.
mas para que queres a verdade se ela é capaz de te trazer tanta inútil e incomensurável dor?
mas se ma pedires eu dou-ta.
mas se me pedires mais do que eu posso ser, simplesmente não conseguirei.
[texto escrito como resposta ao teu desafio]
09 agosto 2008
#15 doença.crónica
aceno-te do cimo da escada enquanto deixo de te ver e ouço a porta da rua bater.
esta que caminha agora em passos lentos em direcção ao quarto é a mesma que não tem sono, não se quer deitar ou simplesmente se recusa a adormecer.
a mesma que ainda á pouco te disse tanto sem sequer falar.
a mesma que quer acreditar que me entendes mesmo quando não estou a tagarelar como de costume..
a mesma que..
essa que já conheces.
ou vais conhecendo.
essa sou eu.
esta que caminha agora em passos lentos em direcção ao quarto é a mesma que não tem sono, não se quer deitar ou simplesmente se recusa a adormecer.
a mesma que ainda á pouco te disse tanto sem sequer falar.
a mesma que quer acreditar que me entendes mesmo quando não estou a tagarelar como de costume..
a mesma que..
essa que já conheces.
ou vais conhecendo.
essa sou eu.
escrita criativa 4
não tens noção do quanto me ajudas a crescer..
mas todas as palavras que te poderia dizer estão perdidas na minha boca..
ensinaste-me a encontrar-me, forçaste-me a virar os olhos para dentro
..e não fazes ideia do quanto isso me custou.
não agora.
o teu silecio deixou-nos ilesos, que importância tem isso de te questionar agora?
quem sabe consigas ver em mim alguém melhor do que o que realmente sou.
mas eu não sinto diferente de ti.
eu devia mesmo partir, mas agora é tarde, não consigo ceder..
o meu coração já padece do pior caso de doença que me seria suportável.
por favor, indica-me a saída e chama alguém.
deixa-me só, eu não me importo..
agora a unica coisa que tenho para recordar é o cheiro do teu cabelo.
e dou por mim a pedir-te que fiques..
fica.
e não me perguntes nada..
eu não sei dizer.
mas todas as palavras que te poderia dizer estão perdidas na minha boca..
ensinaste-me a encontrar-me, forçaste-me a virar os olhos para dentro
..e não fazes ideia do quanto isso me custou.
não agora.
o teu silecio deixou-nos ilesos, que importância tem isso de te questionar agora?
quem sabe consigas ver em mim alguém melhor do que o que realmente sou.
mas eu não sinto diferente de ti.
eu devia mesmo partir, mas agora é tarde, não consigo ceder..
o meu coração já padece do pior caso de doença que me seria suportável.
por favor, indica-me a saída e chama alguém.
deixa-me só, eu não me importo..
agora a unica coisa que tenho para recordar é o cheiro do teu cabelo.
e dou por mim a pedir-te que fiques..
fica.
e não me perguntes nada..
eu não sei dizer.
aquela sensação..
vem agora pára de fazer sentido...
tu és tu sempre que tu és, és mesmo tu quando pensas que és outra coisa...
e tu pensas que não.
mas tu és mesmo bom a ser sempre quem és.
daí o teu motivo ser inapagável, daí o teu desejo ser incontornável...
o prazer é tão maleável, daí o seu valor ser inestimável.
hoje eu nem dormi a tentar entender entre o que eu sinto e o que eu te digo.
o que é feito de nós, e o que vai ser.
tu és tu sempre que tu és, és mesmo tu quando pensas que és outra coisa...
e tu pensas que não.
mas tu és mesmo bom a ser sempre quem és.
daí o teu motivo ser inapagável, daí o teu desejo ser incontornável...
o prazer é tão maleável, daí o seu valor ser inestimável.
hoje eu nem dormi a tentar entender entre o que eu sinto e o que eu te digo.
o que é feito de nós, e o que vai ser.
04 agosto 2008
the time has come!
enquanto que uns terminam férias, eu começo as minhas.
e outros há que ainda esperam por elas.
elas as férias.. elas as festas, elas as noitadas com os amigos, elas as raparigas, bom, há elas para todos os gostos e feitios.
o meu elas são mesmo as férias, dias na praia e noites de alegria, sem ter de pensar em despertador na manhã seguinte.
isso vai-me parecer bem nos próximos dias.
vai saber bem.
há que arrumar tudo para partir, ter tempo de sentir saudade e saborear o que ainda não conhecemos.
há tempo para tudo.
(particular agradecimento ao Ernesto, esse fantástico cão de praia, pronto para toda e qualquer aventura!)
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