
decidi não esperar mais por ti, porque dei-me conta que iria estar sempre à tua espera. não sei se tenho esse tempo pra esperar que te decidas.
espaço para devaneios, disparates, desvarios, desejos, insanidades momentaneas, estados de espirito, rascunhos, meras palavras que formam o esboço de qualquer coisa a que um dia decidi chamar blog.
as palavras esgotaram-se, vão-se esgotando.. não quero entender os porquês porque serão sempre coisas que tenho de pensar, e sentir.. e sei que aqui dentro vai doer. e nem sei o que me deixa mais perplexa.
e não, não quero pensar, não no momento em que saio pra rua e só quero é respirar o ar frio da noite quando são umas quase 2h.
por isso na minha cabeça penso praquê mencioná-los sequer? não interessa. não interessa, não me interessa mais. -- eu sei que esta é uma mentira, mas vou repeti-la até ser verdade, e um dia não me interessar mesmo todos os factos que agora digo que não me fazem mossa.
um dia por certo não farão mais.
BONOBO - Stay the same
"amanhã é outro dia" -- dizia eu num ponto da conversa onde o comboio não tinha ido para o defiladeiro.
acho que apesar dos meus devaneios e pensamentos em voz alta não contidos, me ando a preocupar em demasia com o que te digo ou não, como o digo ou não.. pois o que calo acabo por sufocar aqui por dentro.. até um dia em que possa ultrapassar a minha pouca altura e estoure de vez.
achas que não? então não entendes uma merda do assunto, não és um entendido nem o serás porque não vejo esforço em ouvir.. já deste a entender que nem por um bocadinho queres escutar ou entender seja o que fôr.. e não tiraste o doutoramento em sofia, não nesta pelo menos.
não me paternalizes quando dizes o que pensas que eu sinto ou ditas a intenção das minhas acções, que isso nem o meu próprio pai tem abébias para o fazer. e quem disse que merdas destas não me mexiam com os nervos??
eu não preciso de treinadores de bancada a virem apitar a cada palavra mal dada da minha parte e interromper o jogo das relações, quando eu também ouço e vejo muito que não me agrada de todo, mas.. há que ceder, não é? e não fazer crer á outra pessoa que ela é tão mais pequena e errada do que nós. eu tentei não o fazer contigo mas agora, vendo o pouco retratamento de muita coisa que vem e que não vem desse lado, literalmente um que se foda que entre em campo.
hoje ia vomitando quando deparei com nomes carinhosos que te chamo a andarem praí na boca do povo. eu pensava que eram só meus.. mas nem isso. contextualizando as coisas, isso agora que importância tem?
garanto, eu bem quero manter-me a mesma.. (seja lá o que isso fôr), mas o mundinho está a ficar podre a olhos vistos e eu não quero ir nesta corrente.
tentar mudar e fechar-me foi a opção que me parece a mais acertada. para mim.
mas sim, hoje é de facto um outro dia, e vou vivê-lo com quem eu muito devo. muito, muito mesmo.. e é parte do que chamo "a minha vida."
o resto..?? o resto daqui a 30 anos nem me vou lembrar. frase sábia dita por alguém que deve saber realmente do que fala.
já estes quase 30 anos de convívio serão sem dúvida alguma impossiveis de apagar. pois uma coisa é uma coisa.. e outra coisa é outra coisa.
venha o que vier eu aqui estarei, com um sorriso.
um sorriso por mim.
um sorriso que não serve para limpar os pés quando se quer entrar na minha vida.. e eu abri essa porta.. essa e tantas outras da minha, para que entrasses.
este texto faz-me ranger os dentes do príncipio ao fim, as palavras são azedas e entristecem-me e só eu sei o quanto o lamento.
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