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26 outubro 2011

flirting

"Would you take offense if I had the gall to plant a kiss on this beautiful shoulder?"
"You'll figure that out soon enough after the deed."


Flirting may consist of stylized gestures, language, body language, postures, and physiologic signs which act as cues to another person. Among these, at least in Western society, are:

  • Eye contact, batting eyelashes, staring, winking, etc.
  • "Protean" signals, such as touching one's hair
  • Giggling, or laughing encouragingly at any slight hint of intimacy in the other's behavior
  • Casual touches; such as a woman gently touching a man's arm during conversation
  • Smiling suggestively
  • Sending notes, poems, or small gifts
  • Flattery (regarding beauty, sexual attractiveness)
  • Online chat, texting and other one-on-one and direct messaging services while hinting affection.
  • Footsie, a form of flirtation in which people use their feet to play with each others' feet. This generally takes place under a table or in bed while rubbing feet. Participants often remove their shoes and play barefoot; however, it can also be played in socks, or wearing shoes. Though this method can backfire, as the general opinion of feet can depend on the culture and society of the area.
  • Teasing
  • Banter
  • Staging of "chance" encounters
  • Imitating of behaviors (e.g. taking a drink when the other person takes a drink, changing posture as the other does, etc.)
  • Coyness, affectedly shy or modest, marked by cute, coquettish, or artful playfulness (e.g. pickup lines).
  • Giving flying kisses.
  • Singing love songs in presence of the girl/boy.
  • Maintaining very short distance during casual talking.
  • Peacocking, where a man dresses up in order to attract a woman.

13 abril 2011

eternamente hoje

de tudo o que me faz pensar há uma coisa que me atropela a cabeça: a idade. não a minha, mas a deles.
posso tê-los agora, e abraçá-los com a carne que me deram, mas e depois? vejo-lhes os anos na pele e a pele dá-me saudades. saudades do que não vou ter.
é a lei da vida
, bem o sei, e é o que todos dizem assim como todas as frases feitas que pregarem nas paredes.
eu sei que o é. mas visto daqui, dos meus olhos, não envelheceram.
quero lembrar o meu avô a ficar envergonhado quando balbucia no seu jeito acanhado um "gosto muito de ti filha, agora vai lá indo pra cima antes que fique escuro", eu lhe dou um beijo na testa e me cabe a mim agora a tarefa de lhe compôr a manta pra que não passe frio; e chego ao fundo do corredor, abro a porta e olho pra trás mais uma vez e o vejo lá ao longe.. e lhe aceno do lado de cá, fechando depois a porta e suspirando fundo pra espantar as lágrimas.
tenho eternas saudades da minha avó quando dizia com gotas de amor a marcar passo nos olhos "gosto muito de ti sofya, nunca te esqueças disso". -- nunca te esqueças disso.. e eu não esqueci.
as memórias não são de carne, são de lágrimas.. e essas custam mais a abraçar.a palavra neto é patente deles. -- quando a dizem é como se uma manta nos protegesse o coração até cima. depois fica só o coração e a manta enrolada aos pés.podemos sempre puxá-la, mas nunca mais vai tapar tudo.
há qualquer coisa que rasga cá dentro, eu bem disse.
e não, nunca me esquecerei disso.
o estármos todos juntos numa mesma casa era o tempo em que se era feliz e não se tinha essa noção. nem sequer paravamos pra pensar o que era isso da felicidade, porque éramos demasiado pequenos pra o entender, mas essa sensação feliz de calor humano, de uma casa cheia e estórias do mundo dos adultos e do mundo dos livros que nos pasmavam e faziam sonhar foi um tempo que se cristalizou pra sempre.
com o passar do tempo aos poucos a casa foi ficando vazia.. as crianças que éramos deixaram de existir porque o tempo passou e de repente já somos adultos também.
e as mesmas estórias ficam guardadas pra sempre na nossa memória.
e tudo isso dá lugar á saudade, mesmo que as mesmas estórias possam ser revisitadas num abrir de album de fotografias, numa recordação breve de um episódio qualquer 'tu-lembraste-quando-um-dia..'



apetece deixar cair uma pedra na roda dentada e parar tudo.
a assobiar, para não ter de prestar contas.

05 abril 2011

nevermind

deus perdoais-lhes que eles não sabem o que sentem.

23 dezembro 2010

bom natal


















um bom natal para quem me lê.

a quem não me visita, então claramente não estarei a falar consigo.

03 agosto 2007

sessão nostalgia



Jessica Rabbit: You don't know how hard it is being a woman looking the way I do.
Eddie Valiant: You don't know how hard it is being a man looking at a woman looking the way you do.
Jessica Rabbit: I'm not bad. I'm just drawn that way.

Who framed Roger Rabbit (1988)

o poder das mulheres quando vestem um "vestidinho".. =)

21 julho 2007

nascida a 22 de Julho













primeiramente, é bom avisar que este post deve ser lido como sendo já dia 22.. é que vendo bem era capaz de fazer mais sentido.

feito o aviso, prossigamos! estou prestes a fazer um verdadeiro acto de puro egocentrismo..
este post agora é centrado numa certa personagem estranha, complexa, teimosa, aluada e de terrivel mau feitio que veio ao mundo no ano da graga de 1980, num dia quente de Julho... faz hoje 27 anos.
ou seja: EU! (acho que já tinham chegado lá.. não?)
e já passaram 27 anos de vida: muito tempo.. tempo esse que passou a correr, acho que só dou conta aí de uns 13 ou 15 anos.. os outros foram chegando de mansinho entre brincadeiras e coisas sérias, momentos felizes e tristes, tropeções e erros, choros e gargalhadas, entre a chegada e a partida de pessoas com as quais me cruzei ao longo deste tempo de vida.

são muitas recordações e agora me apercebo que passaramm dias e dias em que não as revivi, estiveram escondidas e empoeiradas no baú das recordações, e agora quando penso nelas emocionam-me.
não as consigo descrever por palavras.. são como flashes que vão passando diante dos olhos, como um filme do qual sou a personagem principal e não sei as falas seguintes, apenas as que já disse.


à pouco estava aqui sentada em frente ao pc e comecei a pensar no dia em que fiz 8 anos e nesse aniversário em especifico fui com os meus pais e mais uma data de amigos que na altura eram igualmente uns putos traquinas à feira popular.. e aquilo era algo de supremo: a combinação mágica de luzes, sons em altos berros, doces e mais doces: algodão doce, pipocas, carrinhos de choque e montanha russa da qual tinha medo e não tinha idade para andar.. e o comboio fantasma que me fazia ter medo e querer ir percorrer aqueles carris.
a ultima vez que lá andei desfez-se o "mito", nunca mais senti aqueles arrepios de medo/excitação que me causava e aí percebi: não sou mais criança. the end.

mas bom, os anos passam.. e espero que continuem a passar.. seria bom sinal :)
e apesar de não gostar grandemente da sensação do "este é o teu dia, estás na 'ribalta'..", pois a verdade é que hoje não haverá feira popular nem comboio fantasma.. talvez umas pipocas e o reencontro com o algodão doce da idade da inocência.
este é o meu dia.. e o vosso também ;)
um bom dia a todos vós!! que o façam ser também especial de alguma forma.


humm.. desconfio que este foi um dos meus posts mais pessoais. não vou reler o que escrevi se tiver erros pois desculpai esta pobre alma ^^
(aos meus pais... e à minha avó e tia-avò.. miss you so much)

S*

10 junho 2007

au pays de soleil















mon eldorado :)

a bonita vila de sesimbra a despertar para mais um dia...

03 maio 2007

o amor é isto.
e nada mais.

e nada mais
é
o
amor.

25 abril 2007

Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura da manhã clara

Lá do cimo duma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha

Lá do cimo duma montanha
Onde o vento cortou amarras
Largaremos pela noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca

Zeca Afonso - Canto Moço

25 de Abril... sempre

05 março 2007

it was just a dream

Why do I have to fly
Over every town up and down the line?
I'll die in the clouds above
And you that I defend, I do not love
I wake up, it's a bad dream
No one on my side
I was fighting
But I just feel too tired to be fighting
Guess I'm not the fighting kind
Where will I meet my fate?
Baby I'm a man, I was born to hate
And when will I meet my end?
In a better time you could be my friend
...

Keane - Under the Iron Sea - Bad Dream

[estranhei não te ter comigo ao adormecer, rapaz dos sonhos..] *

16 fevereiro 2007

fragmento 213

«...Tudo se me evapora. A minha vida inteira, as minhas recordações, a minha imaginação e o que contém, a minha personalidade, tudo se me evapora. Continuamente sinto que fui outro, que senti outro, que pensei outro. Aquilo a que assisto é um espectáculo com outro cenário. E aquilo a que assisto sou eu.
Encontro às vezes, na confusão vulgar das minhas gavetas literárias, papéis escritos por mim há dez anos, há quinze anos, há mais anos talvez. E muitos deles me parecem de um estranho; desreconheço-me neles. Houve quem os escrevesse, e fui eu. Senti-os eu, mas foi como em outra vida, de que houvesse agora despertado como de um sono alheio.
É frequente eu encontrar coisas escritas por mim quando ainda muito jovem - trechos dos dezassete anos, trechos dos vinte anos. E alguns têm um poder de expressão que me não lembro de poder ter tido nessa altura da vida. Há em certas frases, em vários períodos, de coisas escritas a poucos passos da minha adolescência, que me parecem produto de tal qual sou agora, educado por anos e por coisas. Reconheço que sou o mesmo que era. E, tendo sentido que estou hoje num progresso grande do que fui, pergunto onde está o progresso se então era o mesmo que hoje sou.
Há nisto um mistério que me desvirtua e me oprime.

Não me compreendi no passado positivamente. Como avancei para o que já era? Como me conheci hoje o que me desconheci ontem? E tudo se me confunde num labirinto onde, comigo, me extravio de mim.
Devaneio com o pensamento, e estou certo que isto que escrevo já o escrevi. Recordo. E pergunto ao que em mim presume de ser se não haverá no platonismo das sensações outra anamnese mais inclinada, outra recordação de uma vida anterior que seja apenas desta vida...
Meu Deus, meu Deus, a quem assisto?
Quantos sou? Quem é eu? O que é este intervalo que há entre mim e mim?...»


Livro do Desassossego